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OPOSI��O DEFENDE FEDERALIZA��O DE POL�TICAS P�BLICAS

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O 5º encontro regional ?Alagoas - Realidade e Perspectivas? na última sexta-feira, em Penedo, fechou uma série de debates regionais sobre os principais problemas do estado de Alagoas e estratégia para enfrenta-los. A partir de agora, os partidos que integram a frente de oposição dão o pontapé inicial para a formulação de um plano de governo integrado, com o envolvimento de todas as esferas públicas e da sociedade organizada. À meia-noite de ontem, entrou no ar o portal www.queremosouvirvoce.net.br, que está aberto para receber ideias e propostas para a construção desse programa de gestão. O diagnóstico da Fundação Ulysses Guimarães debatido pelas lideranças políticas, movimentos sociais, sindicatos e associações é fruto de uma análise detalhada com dados e situações novas dos professores da Universidade Federal de Alagoas Cícero Péricles e Fábio Guedes. O plano de negócios foi assinado pelos professores Arnóbio Cavalcanti e Júlio Gomes. Segundo Arnóbio Cavalcanti, agora a discussão mais técnica começa para a criação do programa de governo que vai nortear os candidatos da frente de oposição. ?Estamos colocando como eixos estratégicos e vamos buscar a relação com a política?, afirma. Entre os focos do plano que começa a se consolidar estão a defesa da federalização das políticas públicas e ações fortes para elevar o capital humano de Alagoas. A proposta é não perder de vista a integração entre os diversos níveis do poder, nem a premissa de que o desenvolvimento econômico só se faz com investimento em qualificação e elevação humana da população. ?O problema do analfabetismo, por exemplo, não pode deixar de ser discutido pela gestão pública. É algo muito sério em Alagoas, onde temos cerca de 600 mil pessoas que não sabem ler nem escrever. É só desenvolvendo o capital humano que se pode desenvolver o capital social?, afirma Cavalcanti. O plano de governo também irá contemplar ? além das áreas cruciais, como Educação, Saúde e Segurança ? questões que começaram a ocupar o poder público com mais força nos últimos tempos, como energia, gestão de águas e mobilidade urbana.

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