Política
Macei� busca cases sociais na Col�mbia
Bibliotecas públicas, faixas exclusivas para ônibus, ciclovias e até um sistema de teleféricos que permite acesso a comunidades do morro. Escadas rolantes públicas, que não estão em prédios ou lojas, e que são para uso da população. Sem falar num monitoramento que oferece aplicativos de celular para pedidos de socorro em casos de violência. As experiências de cidades colombianas que se notabilizaram pelos altos índices de criminalidade, mas aparentemente estão virando o jogo, foram objeto de visita técnica de uma semana do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), a Bogotá, Medellín e San Javier. De mais significativo, elas podem ainda servir de forte argumento para quem defende que ações nas áreas sociais, de direitos e de mobilidade podem, sim, ter reflexos na que é vista como um dos maiores fardos para onze entre dez gestores brasileiros: segurança pública e combate à violência e criminalidade. E também que, mesmo com iniciativas em sua esfera ? e sem exorbitar de suas funções, já que polícia é atribuição dos estados ?, os municípios podem dar importante contribuição para isso. Ainda assim, Rui Palmeira faz ressalvas sobre as particularidades de cada país, suas leis e administrações. ?Lá, a empresa de energia é do município. O lucro da de Medellín, por exemplo, foi de R$ 1 bilhão. E eles podem investir onde quiserem. É certamente uma capacidade de investimento que os municípios brasileiros não têm?, observa. Outra particularidade: ao contrário do Brasil, na Colômbia, a polícia está subordinada ao governo federal. Mas, em cada cidade, seu comando é do prefeito. Também fizeram parte da missão de prefeitos do Nordeste o ex-governador de Sergipe e atual chefe do Executivo municipal de Aracaju, João Alves Filho (DEM), e o secretário de Segurança Urbana do Recife, Murilo Cavalcanti, além de secretários e técnicos.