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Baixa diversifica��o na ind�stria trava crescimento econ�mico

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Uma análise da consultoria integrada Tendências a pedido da Braskem, Dow, Gerdau, Mineração Caraíba, Ferbasa, Vale e Paranapanema apontou que a baixíssima diversificação do setor industrial em Alagoas ainda é um dos grandes empecilhos ao crescimento econômico do estado. Embora o governo tenha alardeado a chegada de investimentos nos últimos anos, o que se verifica na prática é que os poucos empreendimentos de alguma relevância não chegam nem perto de influir num aumento no número de postos de trabalhos ou de ter representatividade na Produção Interna Bruta (PIB) industrial local. O relatório da participação dessas empresas no desenvolvimento econômico de Alagoas, Bahia e Pernambuco mostra mais uma vez o quão desigual é a economia regional e como o setor produtivo alagoano ainda está concentrado no setor sucroalcooleiro e na única grande indústria local, que é a Braskem. Basta comparar a representatividade desse grupo de empresas em cada estado para comprovar como a participação na capacidade de geração de riquezas é grande em solo alagoano mesmo se tratando apenas de uma única indústria e bem menor nas economias baiana e pernambucana. INDICADORES A consultoria analisou itens como a capacidade de aumento da produção por meio de novos investimentos, o peso que as plantas industriais têm na produção da região, o efeito multiplicador dos processos produtivos, o efeito transbordamento da produção e quem consome o que é fabricado localmente, a geração de empregos e a renda desses trabalhadores. As sete empresas atuam no setor químico-plástico, metalurgia e extração mineral. A Bahia possui plantas de todas elas, Pernambuco e Alagoas abrigam apenas uma delas cada um ? Gerdau e Braskem. O economista Fábio Guedes ressalta que boa parte do que é fornecido em Alagoas vem de fora e que o estado não possui uma matriz, oferece apenas um complemento. O que mais lhe chamou a atenção foi justamente o fato de essas empresas terem uma pequena participação na economia local da Bahia e de Pernambuco, como deve ser, e grande em Alagoas, o que demonstra o desequilíbrio.

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