Política
Despreparo para lidar com desastres naturais
O preocupante é que o relatório também mostra que só 29 cidades possuem instrumentos para gerenciar riscos de desastres naturais. Além disso, apenas cinco abrigam unidades dos Bombeiros e 23 não possuem nenhuma estrutura, nem mesmo unidade da Defesa Civil. Esses dados são preocupantes e revelam a fragilidade das cidades alagoanas nesse sentido. A Munic revela ainda que boa parte dos municípios corre algum tipo de risco de alagamentos (44) ou sofre processo erosivo acelerado (24). Desse universo, 58 cidades sofreram enchentes ou inundações graduais nos últimos cinco anos. Foram 6,6 mil edificações atingidas e 32,8 mil pessoas desalojadas. No entanto, apenas duas prefeituras realocaram a população que morava em área de risco e seis fizeram a revegetação das áreas atingidas. Três estão revitalizando rios ou bacias, mais duas cidades adotaram outro tipo de ação para minimizar danos. APOIO A VÍTIMAS A análise também se deu em relação à rede de atendimento e apoio a mulheres vítimas de violência. Em Alagoas, apenas três municípios têm casa-abrigo para realizar esse atendimento de acordo com a Lei Maria da Penha. Só duas delas fazem atendimento jurídico e social que insira o público-alvo em programas de prestação continuada.