loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

ALE vai criar CPI para investigar pres�dio do Agreste

Ouvir
Compartilhar

Após levantar suspeitas sobre o contrato firmado entre o governo do Estado e a empresa baiana Reviver Administração Prisional Privada Ltda para gerir, durante seis meses, o Presídio de Segurança Máxima do Agreste, o líder do PT na Assembleia Legislativa Estadual (ALE), deputado Ronaldo Medeiros, conseguiu, ontem, as nove assinaturas suficientes para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Para que ela seja instalada, é necessário que a presidência da Mesa Diretora faça a leitura do requerimento em plenário e a criação seja publicada no Diário Oficial do Estado. No documento protocolado ainda ontem, o petista requer ao presidente da Casa, Fernando Toledo (PSDB), que seja instaurada uma CPI com a finalidade de se apurar possíveis irregularidades cometidas tanto pelo governo como pela empresa enquanto o contrato estiver vigorando. Toledo garantiu que a comissão será instalada e que não haverá empecilhos para isso. VALORES ELEVADOS Medeiros, como a Gazeta antecipou na semana passada, fez uma pesquisa no Portal da Transparência Ruth Cardoso e verificou que o valor global do contrato, que é de R$ 15.481.464,00, está sendo cumprido na íntegra, mesmo o presídio de segurança máxima não estar com a capacidade total. Dividindo o valor global por seis, período em que há vigência no contrato, o resultado dá exatamente R$ 2.580.244,00, o mesmo que é repassado rigorosamente à Reviver, por mês, pelo Estado. Os pagamentos são feitos em duas parcelas ? uma no total de R$ 2.270.614,72 e outra no valor de R$ 309.629,28. A comissão deverá ser composta por cinco membros e mais dois suplentes. Os integrantes devem ser indicados pelos líderes dos partidos que se interessarem assim que houver a determinação expressa pelo presidente da ALE. A investigação do grupo deve durar 120 dias, conforme previsão de Medeiros, e focará o contrato com a empresa, buscando a resposta sobre o repasse global mensal ao invés do proporcional à quantidade de reeducandos.

Relacionadas