Política
Instala��o de CPI come�a a perder for�a na ALE
Está ficando cada vez mais difícil a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o propósito de investigar supostas irregularidades no contrato firmado entre o governo do Estado e a empresa Reviver para a cogestão do Presídio de Segurança Máxima do Agreste. Isso porque o deputado Jeferson Morais (DEM) deu pistas, ontem, de que pode desistir de incentivar a apuração. Ele alega que não terá tempo, este ano, para atuar, uma vez que vai priorizar a campanha para a reeleição. Outro indício de que a comissão pode não vingar é que o próprio autor da proposta, deputado Ronaldo Medeiros (PT), admite que, se não conseguir as assinaturas suficientes, vai investigar o caso sozinho. Por enquanto, Morais nega que pretende retirar a assinatura, assim como aconteceu com o colega de Parlamento. Dudu Hollanda (PSD) justificou ao deputado Ronaldo Medeiros, autor da proposta, que, enquanto membro da bancada governista, não poderia assinar o requerimento. Por esse motivo, o parlamentar do Democratas garante que não risca o seu nome da lista e argumenta que tem independência na atividade exercida na ALE e que não aceita ? e nem há, segundo ele ? interferências do Executivo nas ações do DEM no âmbito da Assembleia Legislativa. ?O presidente do partido, José Thomaz Nonô, não tem esse perfil e nunca interferiu na nossa atividade parlamentar. Não há qualquer tipo de pressão para que eu atue ou não nesta CPI?, assegurou Morais, acrescentando que o único motivo que poderia impedi-lo de aceitar ser membro da comissão é a falta de tempo por estar se preparando para o período pré-eleitoral, onde se inicia a visita às bases na capital e interior para a conquista do voto. Pela manhã, Morais foi questionado, rapidamente, pelo radialista Rogério Costa, apresentador do programa Ministério do Povo, na Rádio Gazeta, sobre os trabalhos que poderiam ser desenvolvidos pela CPI. O deputado colocou em xeque a possibilidade de a comissão ficar impedida de atuar por causa da intensa agenda política este ano. E ainda comentou que não gostaria de repetir a experiência da CPI dos Combustíveis, que classificou como traumática.