Política
ESTADO INSTITUCIONALIZA GATO AO LONGO DO CANAL
Sem vigilância, fiscalização, plano de gestão e equipe para cuidar da bilionária obra hídrica, o governo do Estado decidiu improvisar também na distribuição da água para irrigação diante da pressão das comunidades que amargam a perda de suas safras de feijão e milho há cerca de três anos como resultado da pior seca dos últimos tempos. Foram distribuídos mil kits de irrigação para que os agricultores familiares pudessem levar água para suas lavouras. O material custeado pelo Fundo de Erradicação e Combate à Pobreza (Fecoep) foi levado às casas dos sertanejos pela Secretaria de Agricultura (Seagri), que diz ter capacitado cada família sobre o manejo produtivo do solo e da água. Nem todo mundo pôde receber os equipamentos e houve casos de gente que recebeu e não usufruiu da benesse por mais um detalhe da falta de planejamento da obra ? não há energia elétrica ao longo canal. Nas propriedades eletrificadas, um outro problema surge ? quem paga a energia usada para bombear a água? Parte desse consumo está sendo pago em forma de prejuízo pela própria Eletrobras. Um dos agricultores entrevistados pela Gazeta disse que está usando o kit para aguar suas plantações de milho e feijão, mas não gasta nada com energia elétrica, que foi puxada da rede instalada e alimenta o equipamento sem medidor. O detalhe aqui é que não foi o agricultor quem fez o gato, mas sim ?um rapaz? do governo. Essa situação se repete em outras propriedades.