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Estado quer empresa para cuidar do Canal do Sert�o

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Após deixar de ser responsabilidade da Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra) e ter o primeiro trecho entregue à gestão da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), o Canal do Sertão vai passar a ser administrado por uma nova empresa que o governo do Estado quer criar. A apenas sete meses do fim da gestão, o Estado vai encaminhar à Assembleia Legislativa Estadual (ALE) um projeto de lei para a criação da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos de Alagoas (Cogerh). No último domingo, a Gazeta publicou uma reportagem mostrando o despreparo estatal e a improvisação no uso do Canal do Sertão. Com 65 quilômetros prontos, a obra hídrica que já consumiu mais de R$ 1 bilhão não possui gerenciamento específico e funciona de forma irregular, sem controle, plano de viabilidade e orientação aos agricultores. A proposta de criação da companhia é uma tentativa de organizar essa operação. O projeto da nova estatal, que será ligada à Semarh, já está pronto no Gabinete Civil e deve ser mandado logo para apreciação do Legislativo. A ideia, segundo o secretário de Recursos Hídricos, Napoleão Casado, é que a empresa faça a gestão de todas as barragens, estações de tratamento e do Canal do Sertão, que ainda funciona de forma completamente improvisada sem uma coordenação específica. Mesmo tendo já duas estruturas que deveriam cuidar de tudo o que se refere a água em Alagoas, a própria Semarh e a Casal, o secretário argumenta que a criação da companhia é fundamental. A meta do governo é que a Cogerh entre em operação em poucos meses. ?Essa empresa será um braço da secretaria, mas terá autonomia no tocante à gestão, a secretaria vai planejar e a companhia vai operar. Será uma estrutura enxuta com cultura de empresa privada?, explica o secretário. Segundo Casado, a companhia vai fazer o que a Casal e a Semarh não fazem ou não tem foco, como a segurança de barragens, reserva hídrica e monitoramento de qualidade de água. O quadro de pessoal seria composto inicialmente por gente da própria secretaria e depois o governo teria que fazer concurso e aporte de recursos. ?Queremos deixar uma preparação para os próximos 20 anos. Essa companhia não é concorrente da Casal porque o foco não é distribuição de água. A Cogerh é viável?, explica o secretário ressaltando que o Estado se inspirou nos moldes da companhia do Ceará.

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