Política
Detento � encontrado morto com espeto fincado no pesco�o
O reeducando Lucas Mateus Andrade Vieira, 24, foi encontrado morto, ontem, com um espeto fincado no pescoço, no módulo F, do Presídio do Agreste, em Girau do Ponciano. Para o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen), Jarbas de Souza, o assassinato põe em xeque a segurança do presídio, que é classificado como de segurança máxima. Por conta disso, a categoria vai protocolar pedido no Ministério Público Estadual (MP) para que a unidade prisional seja estatizada. ?O espeto encontrado só pode ter chegado lá [no presídio] de duas maneiras: ou alguém o entregou, ou o vergalhão foi arrancado das paredes e transformado em uma arma. Nas duas hipóteses, a falta de segurança é um fato. Por isso, vamos pedir ao Ministério Público que investigue o que ocorreu e estabeleça o fim da privatização na unidade prisional?, alegou Jarbas de Souza. Ele lembrou que este é o segundo caso de assassinato dentro do presídio. O primeiro deles ocorreu há quatro meses. ?A empresa que construiu o presídio o fez sem licitação. Na época, a alegação foi de que o material utilizado era exclusivo e indestrutível. Como indestrutível? O Estado está gastando R$ 3.500 por preso, ou seja, um valor muito alto para manter a privatização e o que constatamos é que a falta de segurança impera no local?, denuncia Jarbas de Souza.