Política
R�us s�o condenados pelo tribunal do j�ri
Os três jovens acusados na morte do universitário Diego Florêncio, 23 anos, assassinado em 2007, no município de Palmeira dos Índios, foram condenados pelo júri popular por homicídio qualificado. A sentença saiu na madrugada de hoje, considerando como agravantes o motivo fútil e a emboscada que encurralou a vítima. Apontado como autor material do homicídio, Juliano Ribeiro Balbino pegou a pena mais alta: 19 anos, nove meses e 15 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado. Paulo José Leite Teixeira, o ?Paulinho do Cartório? (que teria emprestado a arma e o veículo para Juliano) e Antônio Garrote da Silva Filho (filho da ex-prefeita de Estrela de Alagoas, Ângela Garrote), acusado de dar cobertura ao assassino, foram condenados a 14 anos e três meses, ambos, em regime fechado. Os três têm o direito de recorrer em liberdade, até o recurso transitar em julgado. A defesa já avisou que recorrerá. Pelo que foi visto nos momentos iniciais do julgamento, no Fórum de Maceió, no Barro Duro, as seis juradas e um jurado teriam muito trabalho para conhecer a verdade por trás do crime. Pela tese da acusação, o motivo do homicídio foi tão fútil como estúpido. Havia uma certa arenga entre Diego e os três réus. A desavença ficou pior depois que os réus fizeram uma piada contra a situação financeira de Diego, que teria reagido dizendo algo como: ?pelo menos eu pago minhas contas com o cartão de crédito do meu pai; e vocês, que clonam cartões??. A denúncia sustentou que, na noite do crime, houve nova troca de insultos e a vítima teria chamado os réus de ?bando de lisos (sem dinheiro)?. Teria sido a gota d?água. Paulo do Cartório e Antônio Garrote eram acusados de planejar e participar do assassinato, ocorrido às 3h da madrugada, e Juliano foi apontado como o autor dos disparos de pistola.