Política
Greve na Adeal amea�a vacina��o contra a aftosa
Às vésperas de receber o reconhecimento de área livre da febre aftosa pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) junto com mais sete estados da região Nordeste e o Pará, Alagoas enfrenta uma greve de fiscais, veterinários e técnicos agropecuários de sua agência de inspeção em plena campanha de vacinação contra a doença. Desde o último dia 2 de maio, cerca de 70% dos servidores da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) cruzaram os braços para cobrar ao governo do Estado a aprovação de seu Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS), uma promessa antiga que não foi cumprida. O problema é o momento em que acontece essa nova mobilização que descobre as barreiras sanitárias e fragiliza a campanha de imunização do rebanho alagoano. No final do mês, Alagoas pode ter o seu status sanitário reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal. A análise acontece durante a 82ª Seção Geral da Assembleia Mundial de Delegados, em Paris, na França, entre 25 a 30 de maio. Porém, o que poderia representar uma conquista tem chances de se tornar uma temeridade, já que a situação da defesa animal por aqui é bem complicada e fere, inclusive, as exigências do próprio Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para a manutenção da classificação de Zona Livre com Vacinação. A preocupação vem do próprio presidente da Adeal, Marcelo Lima, que, além do quadro de greve atual, tem enfrentado outros problemas dentro da agência, como a burocracia que emperra o andamento de processos internos, a deficiência de recursos humanos com a perda de concursados e questões de estrutura física, como o número insuficiente de veículos. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Setor Público Agrícola e Ambiental de Alagoas (Sindagro), a deficiência de pessoal hoje é de, no mínimo, 30 pessoas. A debandada de nomeados no concurso é consequência dos baixos salários oferecidos.