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Collor afirma que impeachment foi ‘golpe parlamentar’

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?A história precisa ser revisada, recontada e reconstruída, queiram ou não?. Esse foi o foco do pronunciamento feito pelo senador Fernando Collor (PTB), na tarde de ontem, no Senado Federal, duas semanas após o julgamento do Supremo Tribunal Federal, ocorrido no dia 25 de abril, que o inocentou, definitivamente ? e por unanimidade ?, de todas as acusações a ele imputadas quando no exercício da Presidência da República. Collor comparou o impeachment sofrido, antes atribuído a ?crimes de corrupção? e hoje tratado como ?julgamento político?, a um golpe de Estado, parecido com o ocorrido em 1964. ?Ora, condenação política, por fatos apurados que depois levaram a uma completa absolvição jurídica, pode ser interpretada como golpe?, disse ele. E afirmou que a reflexão sobre as diversas opiniões reveladas na repercussão da decisão judicial, nessas duas semanas, o fez perceber que, de um modo geral, os meios demonstraram incômodo com a pergunta feita por ele: ?Quem poderá me devolver tudo aquilo que perdi??. E esse incômodo, segundo Collor, é por se depararem com a possibilidade de ter que revisar a história ?que foi insuflada e escrita essencialmente pela mídia?. Citando algumas reportagens recentes, algumas delas publicadas pela Revista Veja e pelos jornais Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo, Collor se empenhou em desmitificar conceitos nelas contidas. Na sua avaliação, mesmo após a absolvição, os meios de comunicação continuam desvirtuando fatos, ?ludibriando a população com informações erradas?. Referindo-se a um trecho publicado pela Veja, segundo o qual, ?ser inocentado no STF não significa que o Congresso errou ao destituí-lo do cargo?, Collor indagou: ?Como, não? Comissão Parlamentar de Inquérito, como assevera a Constituição Federal, tem poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, (...) sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. E foi exatamente isso o que aconteceu?, afirma. E reforçou: ?Se a fundamentação jurídica da CPI ? e depois, do Ministério Público ? estava improcedente ? como atestou a Justiça Comum e o Supremo Tribunal Federal ?, foi baseado em quê, então, que o Congresso Nacional decidiu pela cassação do mandato presidencial??. Na sua avaliação, o que sobrou foi apenas a predisposição política do Congresso Nacional em destituir o presidente da República, por meio de uma decisão 100% política, como atesta a própria revista Veja. ?Isso, sob esta ótica e visto de hoje ? depois da decisão do Supremo Tribunal Federal e da própria conclusão da revista ?, é a conclusão óbvia de que o impeachment, na prática, configurou um ?golpe parlamentar?, já que decidiu politicamente baseado em elementos juridicamente inaceitáveis, ou, em outras palavras, em suposições, em elucubrações, em conjecturas, em mentiras?, destacou. ?

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