Política
Locais s�o panelas de press�o, diz ju�za
Lamentáveis e horrorosas. Estes foram os adjetivos que a juíza Ana Cristina Borba encontrou para definir a situação das unidades de internação de adolescentes em conflito com a lei no estado. Designada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para coordenar o mutirão no sistema socioeducativo de Alagoas, encerrado oficialmente ontem, na Escola Superior de Magistratura (Esmal), ela fez visitas às instituições e saiu de lá com uma péssima impressão. ?São ambientes carcerários, insalubres, úmidos, marcados pela superlotação e com um cheiro que nos deixa nauseados?, descreveu a juíza, que é de Santa Catarina. Ela afirma que sentiu a falta de um projeto para escolarizar e profissionalizar os adolescentes, além de verificar práticas de tortura nas instituições. ?Soubemos de jovens que, por relatar a situação, voltaram a ser agredidos?, disse. ?A comida também é horrível, eu vi quentinhas que só tinham a pontinha aberta. O adolescente não quis comer porque o alimento estava azedo?, relatou Borba. A juíza destacou a atuação do Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública no que podem fazer pelos meninos e meninas em regime socioeducativo.