Política
Usu�rios querem evitar repress�o
O material distribuído pelos organizadores da Marcha da Maconha de Maceió cita ainda outra integrante da organização, Ana Carolina Corrêa. ?O atual modelo de guerra às drogas tem trazido como consequência o massacre de uma população jovem, negra e das periferias. Nós somos a favor de uma nova forma de lidar com as drogas, baseada na plena informação da sociedade, na redução de danos e no fim do tráfico?, diz, conforme o texto. ?Um debate que vem se afirmando e ganhando a sociedade é o do uso da cannabis como porta de saída para outras drogas, contrariando todo o discurso proibicionista de que a planta seria uma ?porta de entrada? (lugar ocupado majoritariamente pelo álcool). Em diversos países, como é o caso da Argentina, centros de saúde mental têm usado a maconha terapêutica para resgatar usuários viciados em crack ou mesmo nicotina (cigarro comum)?, diz outro trecho do texto distribuído pelo coletivo. Segundo o universitário Vinícius Melo, o motivo de Maceió promover agora iniciativa dessa natureza foi a conjuntura. ?Cresceu entre as pessoas que discutem esse tema a concepção de que quase não havia debate aqui sobre a questão. Era um debate que já se travava em outras cidades, mas que não havia aqui. Como são pessoas ligadas a movimentos sociais, ao movimento estudantil, viu-se a necessidade de trazer o debate para a sociedade?. Ele admite que a decisão no Uruguai, de legalizar a venda e o plantio, ainda que de forma limitada, serviu de ?estopim? para incentivar que se retomasse o debate. Questionado sobre o que seriam, na prática, os advérbios de tempo e de modo da previsão, ele menciona um dos aspectos também citado pela coordenadora.