Política
Prefeita � acusada de fraudes
Superfaturamento de show, uso do nome de pessoas para pagamento ilegal de serviços, aluguel de carros irregulares e desvio de recursos do Ministério das Cidades são apenas algumas das acusações que pesam contra a administração da prefeita de Traipu, Maria da Conceição Tavares (DEM), que ocupa o cargo há pouco mais de um ano e cinco meses. A representação movida pelo servidor público Benedito Pinheiro de Moura entregue ao Ministério Público no município, em fevereiro desse ano, é robusta de documentação e contém o depoimento de Edmar Ferreira dos Santos, coordenador de tributos municipais, que renunciou ao cargo depois de depor ao Ministério Público e mudar-se de Alagoas, confirmando as denúncias. Benedito Pinheiro, na sua representação ao MP, critica a gestora que, em plena seca e estando o município em estado de emergência, realizou festas homéricas pagando a ?peso de ouro? diversas bandas ? gastando, para isso, em apenas três meses, R$ 175 mil. Segundo ele, na representação, a prefeita Maria da Conceição Tavares pagou a quatro orquestras em 2013, para ?animar? o carnaval, R$ 80 mil em plena seca. Esse mesmo grupo musical consultado pelo denunciante orçou o show em R$ 48 mil. Uma prática que deveria ser objeto de investigação por parte da Polícia Federal e também dos Ministérios Públicos Estadual e Federal. BUFÊ DE OURO Para fazer as contratações, ainda segundo a denúncia, foi usada uma empresa que já responde a uma outra ação no MP, em São Luís do Quitunde e em Piranhas. As acusações de desmando continuam com a contratação de um bufê em nome de Tânia Maria Silva, no valor de R$ 9.135,00. A fornecedora é cadastrada no programa Bolsa Família e tem o filho contratado pela prefeitura.