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ALAGOAS TEM 4 MIL INQU�RITOS DE HOMIC�DIOS EM ABERTO

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Uma carência histórica de policiais nas delegacias e um passivo gigantesco de investigações não concluídas. No Estado líder do ranking de mortes violentas no País, a impunidade vem provando ser um inimigo difícil de derrotar. Um dos principais termômetros dessa luta quase sempre desigual é a dificuldade em agilizar o fechamento dos inquéritos. Apesar dos mutirões do Ministério Público Estadual, da própria Polícia Civil e da ajuda da Força Nacional, ainda há mais de 4 mil inquéritos de homicídios e tentativa de homicídios sem solução em Alagoas. Esses números são referentes aos procedimentos abertos e não concluídos entre 2007 e 2009 que fazem parte da Meta 2 da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp) e registrados pelo Inqueritômetro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O sistema mostra que o Estado de Alagoas não conseguiu cumprir a meta e que há ainda 3.496 investigações sem conclusão. Já entre junho de 2012 e abril de 2013, segundo o Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg), o passivo aumentou com mais 800 inquéritos pendentes só na Delegacia de Homicídios de Maceió. A soma chega a quase 4.300 inquéritos de homicídios insolúveis, mas o número é ainda maior se forem incluídas as investigações de janeiro de 2009 a junho de 2012 e ainda os números de todo o estado, segundo a delegada da Central de Inquéritos Pendentes, Scheila Carvalho, que integra uma comissão especial que trabalha, especificamente, na agilização de inquéritos antigos. Segundo a promotora de Justiça responsável pela central de inquéritos do Ministério Público Estadual, Cíntia Calumby, as ações para resolver esses milhares de casos em aberto são inúmeras e incluem vários Poderes e instituições. Porém, elas não têm sido eficazes para dar novo ritmo às investigações policiais em Alagoas porque o saldo negativo é muito grande, o número de ocorrências novas também e o efetivo não é condizente com a demanda. ?Apesar do esforço, não conseguimos avançar nos números porque o efetivo em Alagoas é pequeno e não atende à demanda, mas se não fosse essa meta não teríamos conseguido resultado algum?, afirma a promotora.

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