Política
Collor quer informa��es da PF sobre supostos dep�sitos
?Tudo precisa ser bem esclarecido, no seu devido tempo e no seu devido lugar?. Com essas palavras, o senador Fernando Collor (PTB-AL) comunicou, em pronunciamento feito na tarde desta segunda-feira, na tribuna do Senado, que está providenciando consulta oficial à Polícia Federal, ao juiz Sérgio Moro ? da 13ª Vara Federal de Curitiba ? e ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), para ter acesso a documentos e informações relacionados às notícias de supostos depósitos efetuados em contas de sua titularidade, atribuídos a um dos envolvidos na Operação Lava Jato. Collor afirmou, categoricamente, que não conhece e jamais manteve qualquer relação pessoal ou política com Alberto Youssef e nem com o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, principais investigados no esquema de desvio de recursos. Apenas confirmou relação ?de amizade e respeito? mantida há mais de 30 anos com Pedro Paulo Leoni Ramos, que foi ministro do seu governo, quando presidente da República. O senador qualificou notícias veiculadas como ?mais uma desmesurada tentativa de criminalização de quem não cometeu crime algum?. E referindo-se à revista Veja, disse que esse ?embuste midiático? tem como pano de fundo ?o inconformismo, a revolta e a sordidez de um veículo de comunicação, que se diz responsável, mas que não se conforma em ouvir a verdade, e, menos ainda, em perder processos na Justiça?. Segundo o senador, a Veja não se conforma em ter sido condenada pela Justiça, desde o final de 2013, a lhe pagar uma indenização, cujos valores reajustados chegaram, esta semana, a R$ 1,4 milhão ? ?a maior indenização já paga por um meio, por perdas e danos morais, motivada por crime de calúnia e difamação? ?, destacou Collor. E disse que foi julgado precocemente e condenado antecipadamente pela revista. Segundo o senador, as informações sobre os depósitos foram manipuladas, usando ?a velha tática de transformar o fato isolado em principal, e o principal, de maior relevância, em mero detalhe?, e disse que desde a primeira reportagem sobre o assunto ? publicada em abril, com informações que ele questiona se foram adquiridas dentro de critérios legais ? já ficou clara a intenção da tentativa de vincular seu nome à chamada Operação Lava Jato da Polícia Federal. ?Como sempre, levantaram suspeitas, camuflaram informações, emitiram insinuações e, pior, fizeram acusações?.