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Adepol diz que Conseg precisa ‘sair do bir�’

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As declarações do presidente do Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg/AL), Maurício Brêda, sobre a necessidade de cumprimento e até de ir além da meta de produtividade de inquéritos irritou a Associação dos Delegados de Polícia (Adepol). A entidade afirma que o colegiado criou um parâmetro irreal, que não condiz com a realidade das delegacias do Estado e diz que a postura de responsabilizar o servidor público pela falta de agilidade nas investigações é ?equivocada?. No último domingo, a Gazeta publicou uma reportagem sobre os mais de 4 mil inquéritos de crimes contra a vida que estão em aberto nas delegacias de Alagoas e as dificuldades que a polícia tem enfrentado ? apesar de mutirões e da ajuda da Força Nacional ? em reduzir esse estoque. Brêda falou sobre a meta criada pelo Conseg de que cada delegado deve fechar 12 inquéritos por mês, disse que houve avanços, mas que é preciso mais empenho da própria polícia para avançar, pois a estrutura atual é suficiente e o número de profissionais também. ?É muito fácil ficar atrás do birô e dizer que as delegacias de Alagoas têm estrutura. De longe, tudo é uma beleza. Os conselheiros deveriam ir lá verificar na realidade como trabalham os delegados da capital e do interior ao invés de ficarem cobrando meta?, rebate o presidente da associação, Antonio Carlos Lessa. Ele afirma ainda que não é verdade que o concurso supriu as necessidades da Polícia Civil e que a carência continua a mesma, principalmente nas delegacias das cidades do interior, na Homícidios e na de Roubos da capital. ?Nossa carência era de 76 delegados; nomearam 35. E de policiais era mais de mil a necessidade; nomearam uns 300 ?, diz o presidente da Adepol.

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