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‘Vilela usa secretarias para eleger Tavares’

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Os sete partidos que estão unidos para tentar eleger o senador Benedito de Lira (PP) ao governo entregaram todos os cargos que mantinham no Estado e denunciaram que o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) está usando a máquina pública para beneficiar a pré-candidatura de Eduardo Tavares (PSDB). O rompimento das siglas, até então aliadas ao governo, ficou sacramentado após uma reunião que durou duas horas, no Palácio República dos Palmares, entre Vilela e Benedito de Lira. A justificativa das siglas foi dada com base na pressão feita por Vilela para que os ex-aliados entregassem as funções para que viabilizasse a candidatura tucana. Entregaram os cargos nas secretarias de governo PP, PR, PSB e PPS. Esses partidos comandavam as secretarias da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos e Secretaria do Trabalho, Emprego e Renda (indicados pelo PSB); Pesca e Aquicultura - Sepaq (do PPS); Educação e do Esporte - SEE e de Assistência e Desenvolvimento Social - Seades (PP), e a de Meio Ambiente e Recursos Hídricos - Semarh (PR). O PSD, o Solidariedade e o PSL não possuem cargos no Estado, mas, da mesma forma, também assinaram o documento que denuncia o uso da máquina pública para eleger Eduardo Tavares governador. O presidente do PR, deputado federal Maurício Quintella, acusou Vilela de usar os órgãos públicos em benefício da candidatura do PSDB. ?O governador agora vai trabalhar para ampliar essa base do Eduardo, inclusive com o uso da máquina pública. As secretarias de Estado estão sendo usadas como objeto de troca por esse apoio?, destacou o parlamentar. Ao tomar conhecimento da denúncia, o coordenador da Frente de Oposição, Ronaldo Lessa (PDT), disse se tratar de uma acusação grave que partiu de uma pessoa que fazia parte do governo e que pode ter elementos que comprovem tal ilegalidade. ?Espero que o Ministério Público Eleitoral apure essa denúncia e tome as devidas providências. O Maurício Quintella não é uma pessoa qualquer. É um deputado federal e estava na base do governo?, comenta Lessa. Foi o próprio governador que marcou uma conversa a portas fechadas com o senador durante a tarde de ontem. A proposta inicial dos partidos coligados do pré-candidato do PP era entregar o manifesto ao secretário do Gabinete Civil, Álvaro Machado, o que acabou não acontecendo durante a manhã. Representantes das legendas até estiveram no Palácio, mas não conseguiram repassar o documento, pois o secretário alegou que não poderia recebê-lo por esse estar endereçado a Vilela.

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