Política
Ele era um jovem de bem, diz acusado em depoimento
O segundo depoimento foi de uma das testemunhas ocular do crime. O funcionário público Petrúcio Soares Filho, 26, estava sentado no banco traseiro ? atrás de Davi ? quando tudo aconteceu. ?Peu?, como é chamados pelos amigos, confirmou que a vítima queria voltar para Maceió dirigindo o Gol de sua mãe (mesmo sem ser habilitado) porque percebeu que Rodolfo tinha ingerido bebida alcoólica e estava com sinais de embriaguez. Porém, Rodolfo não aceitou. Ele teria dito: ?fui dirigindo e vou voltar dirigindo?. Assim que os três entraram no carro (Davi, Petrucio e Rodolfo), um outro amigo deles, Felipe Rocha, que estava em outro carro, se aproximou do banco do motorista e também pediu ao acusado que deixasse a vítima ir dirigindo. Foi quando Rodolfo começou a manusear a pistola de sua propriedade. ?Nesse momento, Davi virou-se um pouco de lado e disse para mim: ?se esse cara matar a gente, eu volto para puxar o seu pé?. Aí Rodolfo falou para Davi: ?você mata ninguém, gordinho!?. Foi nesse momento que aconteceu o disparo?, contou Petrucio Soares, acrescentando que não houve brigas ou discussões entre os dois ? vítima e acusado.