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AL tem deficit de 1.198 vagas nos pres�dios, segundo CNJ

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou, ontem, os números da nova população carcerária brasileira, que incluem no levantamento os dados de prisão domiciliar pela primeira vez. O relatório reforça a insustentabilidade do sistema prisional alagoano em termos de vagas, que seguem cada vez mais insuficientes para dar conta do crescimento da entrada de presos nas unidades. O deficit é de 1.198 vagas, de acordo com o conselho, para um total de 3.011 detentos. O relatório também mostra que 47% dos presos em Alagoas ainda não foram julgados. Porém, o cenário revelado pelo levantamento do CNJ é ainda pior de acordo com o secretário de Ressocialização, Carlos Luna, que aponta para uma defasagem nos números divulgados e chama a atenção para uma crise ainda mais grave. Hoje, o total de presos recolhidos no sistema prisional já é bem maior do que o que consta no relatório ? são 3.360. Somados com os que cumprem prisão domiciliar, os números mostram uma carência de mais de 1.500 vagas imediatas, segundo Luna. Isso sem falar na imensa quantidade de presos recolhidos nas delegacias de Alagoas. O secretário afirma que as unidades estão abarrotadas de gente nas celas e já abrigam irregularmente mais de 400 presos. ?Os números divulgados pelo CNJ não expressam a realidade porque o problema é muito maior. A população carcerária em Alagoas está crescendo numa velocidade muito grande e nossas unidades não conseguem fazer frente a isso?, argumenta Luna, sem esconder a preocupação. EVOLUÇÃO Ele cita alguns números para ilustrar esse rápido crescimento do número de detentos. No início deste ano, havia 2.900 cumprindo pena no regime fechado. Hoje, essa população é de 3.360 e até o final deste mês deve ultrapassar os 3.400 presos. Luna prevê ainda um ?estouro? da população carcerária nos próximos meses com o aumento das prisões decorrentes das festividades da Copa, São João e eleições. ?Além disso, há novas ações da polícia e chegada de mais delegados e militares. Tudo isso amplia o número de prisões e, consequentemente, vai haver um estouro da população sem que o sistema consiga dar conta?, observa o secretário.

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