Política
MP investiga constru��o de pres�dios no estado
O Ministério Público Estadual (MP) está concluindo um procedimento investigatório sobre a construção do Presídio de Segurança Máxima de Maceió e do Agreste, em Girau do Ponciano, e já dispõe de elementos suficientes para propor uma ação por ato de improbidade administrativa contra os gestores que assinaram os contratos na época. Conforme garante o promotor Sidrack Nascimento, da Fazenda Pública Estadual, vão ser denunciados, por cometimento de irregularidades, entre elas, desvio de dinheiro, o atual secretário de Ressocialização e Inclusão Social, tenente-coronel Carlos Luna, e o ex-secretário de Defesa Social, coronel Dário César. Só o presídio do Agreste custou R$ 35 milhões aos cofres do Estado e a suspeita do MP é a de que esse dinheiro todo não foi usado nas obras. Por não ter concluído o caso, o promotor ainda faz o levantamento de quanto é o rombo deixado por essa gestão, mas ressaltou que a cifra é alta. O módulo de segurança máxima de Maceió foi construído com recursos próprios, num investimento de R$ 2,5 milhões, oriundos do Fundo Especial de Segurança Pública (Funesp). Foram módulos pré-fabricados no Rio Grande do Sul que foram montados ao lado do presídio Cyridião Durval. Havia a divulgação de que foi utilizado concreto especial de alto desempenho e os controles de água, energia e abertura das portas seriam individuais. As celas possuem isolamento térmico que garante redução de 15% da temperatura em seu interior. Para que o inquérito civil fosse concluído só faltava o coronel Dário prestar esclarecimentos ao promotor do que sabia em relação ao contrato firmado com uma construtora do Rio Grande do Sul para montar os módulos de segurança máxima na capital e também no interior. O depoimento do ex-gestor aconteceu na semana passada, na sede do MP. ?Dei um prazo para até o início desta semana para o coronel me repassar os esclarecimentos que eu precisava.