Política
Obra est� incompleta, mas dinheiro foi todo gasto
A lista do que a Secult não conseguiu fazer mesmo tendo recurso disponível e um tempo quase quatro vezes maior do que o previsto nos contratos ? a nova biblioteca deveria ser entregue em um ano ? é grande e diversa. O que não foi feito ilustra bem o que a população perdeu, um espaço cultural amplo, moderno, includente, rico e cheio de potencial para o desenvolvimento de outras atividades além da leitura, do acesso à informação e da disseminação da literatura. O sistema de segurança não foi instalado nem foi implantado o laboratório de preservação, conservação e restauro. Também ficou em aberto o processo de modernização de equipamentos e mobiliários, a atualização de acervos em diversos suportes, a instalação do Memorial de Alagoas, a implantação de atividades e dinamização do acervo e a capacitação de bibliotecários e servidores. Dessas metas, apenas algumas foram cumpridas parcialmente. As justificativas do governo para deixar quase tudo pela metade são muitas, como preço de mercado com valor acima do exigido no plano de trabalho ? o que impossibilitou a compra de equipamentos e materiais básicos como ventiladores, espelhos de parede, mesas ou pufes infantis ?, orçamentos enviados fora do prazo, empresas em situação irregular. Embora muita coisa não tenha sido comprada, a secretaria afirma que a maior parte do mobiliário e dos equipamentos foi adquirida e que não está no local por causa das obras.