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Servidores das indiretas ser�o demitidos

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Os mais de dois mil trabalhadores das empresas da administração indireta que foram extintas perderão o emprego a partir de março, quando será aberto concurso público para preenchimento de alguns cargos que o governo pretende preservar. Esses servidores, que ingressaram no Estado sem concurso público, ainda não foram demitidos porque o Estado não concluiu o processo de extinção das empresas, o que só ocorrerá após a liquidação do passivo trabalhista e outras pendências junto aos trabalhadores. ?São mais de R$ 300 milhões só em ações trabalhistas já julgadas, mas o governo Lessa só quer pagar 5% desse valor??, denuncia João Saraiva, presidente do Sindagro, sindicato que representa os interesses dos servidores do setor público agrícola. Recentemente, os servidores da Emater, EDRN, Codeal, Comag, Epeal e Ematur, em assembléia geral, decidiram, por unanimidade, rejeitar o acordo proposto pelo governo e brigar por seus direitos na Justiça do Trabalho. Como o governo tem pressa em concluir o processo de liquidação das empresas extintas para se adequar ao ajuste fiscal, voltou a pressionar os servidores para que aceitem o acordo proposto pela CARHP, o conhecido sucatão onde foram encostados os trabalhadores cujos órgãos de origem foram extintos. Na última sexta-feira, uma comissão de servidores dessas empresas esteve na GAZETA para denunciar a imposição do governo e ratificar a decisão de não ceder ante as pressões. Segundo os servidores, o presidente da CARHP, Pedro Pacca, preposto do governo nas negociações, teria ameaçado cortar as vantagens asseguradas pelo Ministério do Trabalho em dissídio coletivo da categoria. A comissão também acusa o Sindagro de estar induzindo os servidores a assinar termos de contratos individuais para enfraquecer o movimento dos trabalhadores, mas o presidente do sindicato, João Saraiva, nega as acusações e diz que a entidade em momento algum defende a proposta do governo, que ele acha imoral. ?Ronaldo Lessa, que se elegeu prometendo soerguer o setor público agrícola, fechou as empresas, tomou os prédios e agora quer demitir os servidores??, afirmam os trabalhadores ao condenar a proposta oficial de quitar uma dívida de R$ 300 milhões com apenas R$ 5% desse valor. A questão já foi levada ao conhecimento da Procuradoria Regional do Trabalho e ao presidente do TRT, a quem cabe homologar os acordos trabalhistas. (Fernando Araújo)

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