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“Demiss�es foram coercitivas’’

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Os servidores demitidos pelo PDV haviam ingressado no Estado sem concurso público, mas estavam amparados por um decreto do governador José Tavares, que reconhecia o direito à estabilidade dos funcionários nomeados até 1985. Em janeiro de 1997, o governador Divaldo Suruagy baixou um decreto exonerando os servidores que ingressaram no Estado a partir de junho de 1986, sem concurso público, preservando os que se enquadravam na chamada Lei Zé Tavares. O Plano de Demissão Voluntária, implantado não despertou interesse dos servidores e o governo, então, iniciou uma campanha de pressão para forçar os funcionários a aderir ao PDV. A divulgação de que a Lei Zé Tavares era inconstitucional e não garantia o emprego de ninguém foi a forma mais velada de pressão psicológica, pois fazia acreditar que todos os servidores seriam demitidos sem direito a nada. Temendo perder o emprego e a indenização prometida, mais de 20 mil servidores aderiram ao plano como se fosse um ato voluntário, mas que na verdade foi coercitivo.

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