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Prefeitos pressionam por reajuste

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A segunda parcela do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) será depositada nas contas das prefeituras de todo o Brasil amanhã. Mas o que seria uma boa notícia foi recebida com pessimismo pelos gestores municipais em Alagoas. A Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) estima que o repasse seja 26% menor do que o valor depositado no mês de maio, que sofreu redução na ordem de 40%. Para não suspender a oferta de serviços essenciais, os prefeitos prometem cortar gastos, boicotando pagamentos de fornecedores e até demitindo servidores comissionados. De acordo com o presidente da AMA, prefeito Jorge Dantas (PSBD), a situação de dificuldade enfrentada pelos gestores alagoanos é de conhecimento público há muito tempo. O tucano lembrou que a situação em Alagoas é pior devido à dependência dos municípios dos repasses federais. ?Não é fácil administrar uma situação como essa. Mensalmente, os repasses são depositados com um valor menor e a solução para esse problema não depende da gente. O último repasse será com redução de 26%. É importante que o Congresso Nacional vote ainda este ano o reajuste de, ao menos, 1% no FPM?, cobrou Dantas. Apesar de os prefeitos terem cobrado da presidente Dilma Rousseff o reajuste no FPM, durante a última Marcha em Defesa dos Municípios, a reposição deve acontecer dividida em duas vezes: a primeira (0,5) para 2015 e a segunda (0,5) para 2014, totalizando 1%. Na próxima quarta-feira, uma comitiva de prefeitos desembarca no Congresso Nacional para cobrar aprovação total da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 341/2013 que aumenta o FPM em 2%.

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