Política
Ministro do STJ fica sob a mira do pr�prio Tribunal
Brasília - Fecha cada vez mais o cerco sobre personalidades graduadas do Judiciário, acusadas de participar de um esquema de decisões que beneficiam líderes do crime organizado e do narcotráfico. Ontem, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Vicente Leal, foi forçado a assinar um requerimento que permitiu a abertura de uma investigação de caráter administrativo pelo próprio STJ. Segundo um relatório da Polícia Federal, resultado da Operação Diamante, Leal estaria envolvido com a concessão de hábeas-corpus a narcotraficantes. Conversas gravadas de Leal com interlocutores dos narcotraficantes já foram transcritas e fazem parte de um inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF), que pode perder o caráter de segredo de Justiça essa semana. Se o relator Sidney Sanches afastar o segredo, o conteúdo das fitas pode ser divulgado, agravando ainda mais a situação do ministro. O presidente do STF, ministro Marco Aurélio de Mello, defende que o inquérito perca o caráter de sigilo. Ele argumenta que, nesse caso, o segredo de Justiça pressupõe interesse público. Como as diligências policiais já foram realizadas e os narcotraficantes estão presos, não se justificaria mais o sigilo.