Política
Ades�o das mulheres � pol�tica ainda � baixa
As mulheres constituem mais da metade do eleitorado brasileiro, porém, nas urnas, ainda são os homens que dominam os cargos eletivos. Alagoas não é diferente e também registra uma desigualdade abissal na participação política por gênero. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), de um total de 1.854.465 alagoanos aptos a votar, elas são 970.057, ou seja, 52,3% do eleitorado. No entanto, os números do tribunal revelam que, os 102 municípios alagoanos elegeram somente 15 prefeitas no último pleito. Na Assembleia Legislativa Estadual (ALE), das 27 cadeiras, apenas duas são ocupadas por mulheres. Na Câmara Municipal de Maceió a diferença é menor, mas ainda é profunda ? a Casa de Mário Guimarães tem seis vereadoras e 15 vereadores. Arapiraca, segundo maior município alagoano, elegeu a prefeita Célia Rocha (PTB) e quatro mulheres entre os 15 vereadores. No Brasil, conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), menos de 9% dos parlamentares eleitos para o Congresso Nacional são mulheres. O país ocupa a 156ª posição, entre 188 países, em ranking que mede a participação feminina nos parlamentos, segundo levantamento feito pela ONU Mulheres e União Interparlamentar. CAMPANHA Para incentivar as mulheres a se candidatarem a cargos eletivos nas eleições deste ano, o TSE lançou, em março último, a campanha ?Mulher na Política?, composta de um cartaz, além de inserções em rádios e TVs, de 30 segundos cada. Existem outras formas de tentar mudar o quadro, como um dispositivo na Lei 9.504/97, que estabelece a proporção de candidaturas por gênero nos partidos na razão de 70% para 30%. Entretanto, o Ministério Público Eleitoral (MPE) está atento aos partidos que lançam ?laranjas?, ou seja, a candidatura de mulheres apenas para cumprir a cota mínima, deixando-as sem recursos para levar adiante a campanha e concorrer de verdade.