Política
Viol�ncia coloca AL na lideran�a em subdesenvolvimento no Pa�s
Alagoas é o estado do País que oferece as piores condições de educação, padrão de vida, longevidade e segurança. É o que aponta o Índice de Desenvolvimento Estadual da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Com a menor pontuação no Brasil, o índice alagoano no ano de 2012 foi de 0,311, enquanto a média nacional foi de 0,592. O indicador da PUC-RS foi criado no ano de 2005 especificamente para traduzir a realidade de quem vive nos estados brasileiros, ou seja, tem foco nas pessoas e não em instituições ou poder público, e é o único atualizado anualmente. A pontuação varia de 0 a 1; quanto mais perto de zero pior é o resultado. Os elementos considerados na pesquisa e que acabaram colocando o estado no topo do subdesenvolvimento foram o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), renda média dos trabalhadores, a distribuição de renda, a ocupação formal das pessoas, a qualidade do aprendizado, a taxa de distorção idade-série, a mortalidade infantil, a taxa de homicídios e de mortes no trânsito. O resultado geral é a combinação de três indicadores específicos ? padrão de vida, educação e longevidade e segurança. Alagoas não foi bem em nenhum deles, sempre pontuando bem abaixo da média nacional e se situando entre os últimos na região Nordeste. O resultado mais baixo entre as 27 unidades da Federação teve como principal elemento o quadro extremo de insegurança e o altíssimo número de mortes violentas em Alagoas. O indicador de longevidade e segurança, que leva em consideração o grau de violência foi baixíssimo, chegando perto de zero, 0,149. No índice geral, onde Alagoas teve resultado de 0,311, a segunda pontuação mais baixa no Nordeste foi do Ceará, com 0,443. O Rio Grande do Norte (0,505) e Pernambuco (0,503) lideram no indicador de desenvolvimento regional, chegando perto da média nacional. Os pernambucanos deixaram a última posição do ranking, ocupada em 2005, e avançou nove posições no período de sete anos. Avançaram também os estados de Roraima, que saiu da 17ª para a 10ª colocação, e Minas Gerais, que conseguiu passar da sexta para a quinta posição. São Paulo deixou a vice-liderança para liderar o ranking de desenvolvimento nacional.