Política
Educa��o tamb�m tem indicador ruim
Alagoas também se posiciona muito mal no indicador de educação, que mede a qualidade do aprendizado levando em consideração o desempenho nas séries iniciais e o grau de distorção entre a idade ideal para o nível de ensino. Esse é um índice que só pode apresentar alguma melhora se o aproveitamento em sala de aula aumentar. A pontuação do estado foi de 0,497, a menor do Nordeste. Em âmbito nacional, apenas Pará teve pior resultado, 0,467. O sociólogo José Alexandre questiona a relação de causalidade entre as dimensões analisadas pelo índice de desenvolvimento ao inserir no cálculo áreas tão distintas, como educação e segurança. Para ele, há uma correlação, mas não causalidade. Para Fábio Guedes, a educação é um dos eixos do desenvolvimento e deve ser tratada com prioridade e não como acessório para qualificar as pessoas para o mercado de trabalho. O bom ou mau desempenho em sala de aula reflete diretamente nos indicadores sociais e econômicos do estado, na visão do economista. ?Em Alagoas, principalmente, falimos nas esferas municipal e estadual na política educacional, pois são essas duas esferas responsáveis por mais de dois terços da oferta educacional em seus principais níveis. É claro que o governo federal tem sua parcela de responsabilidade no problema, ao tempo em que nos últimos anos centralizou muitos os recursos e transferiu muitas e importantes competências nas áreas sociais, como saúde e educação. Mesmo assim, em Alagoas existe um descaso muito grande e por muito tempo nessa área e isso se reflete nos indicadores sociais e econômicos do estado?, diz. Em termos de padrão de vida, ou o que a renda do alagoano lhe proporciona de conforto por meio da aquisição de bens materiais, o indicador é de 0,408 enquanto a média nacional é de 0,572. Regionalmente, Alagoas não se posicionou tão mal, está na quinta colocação. Todos os estados nordestinos ficaram abaixo da média.