Política
A Copa do Mundo e as elei��es - I
LIGAR A COPA DO MUNDO À ELEIÇÃO DEVE SER MÁ-FÉ » RONALDO MEDEIROS - Deputado estadual Este ano, o Brasil vive um momento atípico onde Copa do Mundo e eleições dominam a pauta do dia. A pergunta que se faz nas redes sociais e nas ruas é se a Copa 2014 vai influenciar nas eleições de outubro. De pronto, vou logo dizendo que ninguém de sã consciência vai votar com chuteiras e pensando no esporte. Todos sabem da paixão brasileira pelo futebol; infelizmente, nossa seleção não conseguiu chegar ao tão almejado hexa e não íamos imaginar o resultado lastimável que foi o jogo contra a Alemanha. Mas como diz o adágio popular, no futebol, como na vida, quando pensamos que já vimos tudo eis que surge algo que jamais imaginávamos que fosse possível acontecer. Bola pra frente. Agora, depois da derrota, é chegada a hora de se voltar o pensamento para as eleições que se aproximam e que podem fazer a diferença mais na frente. Por outro lado, tenho refletido e avaliado sobre o comportamento de algumas pessoas, principalmente nas redes sociais, que, atualmente, são ferramentas de fundamental importância para o debate e a formação de opinião. Muito me estranha alguns comportamentos agressivos contra os políticos. Parece que somos responsáveis por todas as mazelas do mundo, como se o eleitor também não fosse responsável pelos erros cometidos, quando não fiscaliza a quem ele deu o seu voto. Não acho que as eleições devam ser influenciadas pelo resultado da Copa do Mundo, que, ao contrário do que difundem por aí, não foi negativa para o Brasil. Inicialmente, disseram que não iria ter Copa do Mundo, porque não tinha aeroporto para que os visitantes chegassem até o Brasil: teve. Propalaram que os estádios não iam estar prontos em tempo hábil, também teve; não teria hotéis com capacidade para hospedar tanta gente e que o transporte público não funcionaria ? e funcionou. Com a Copa do Mundo, vieram mais empregos; chegaram mais turistas e eles trouxeram dividendos para a Nação. Comportamentos de pessoas imaturas e de jovens até se perdoa, mas de pessoas de considerada idade eu já estranho: deve ser má-fé ou falta de informação. São visões apocalípticas de gente que se indigna com político corrupto e ladrão, sem caráter, que rouba a merenda das crianças, compra voto, mas, diariamente, professa que se tivessem no poder roubaria e seria corrupto do mesmo jeito. Outro comportamento estranho é votar muitas vezes no que tem de pior em termos de projeto para a sociedade. São pessoas que furam fila, corrompem o guarda de trânsito, só querem ter facilidades; não ajudam ninguém, vivem falando mal do vizinho e olhando a vida alheia e ainda postam mensagens de indignação contra a corrupção no País. Francamente, eu não entendo esse comportamento, e a cada dia reflito mais sobre a questão. Não vou dizer aqui que sou isento de defeitos; mas devemos fazer autocrítica quando é necessário: entendo que o eleitor deve refletir sobre algumas ideias e observar os projetos que são colocados em época de campanha. Quanto à resposta para o título do texto, observando o que dizem os cientistas políticos, ninguém tem bola de cristal para adivinhar o resultado das eleições, mas em outros momentos nos quais o Brasil foi campeão e a Seleção conquistou o caneco fora do País, não houve uma relação direta entre os dois fatores: o torneio e o voto. Fica a reflexão.