Política
TRE pede a candidatos campanha sem baixaria
O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) quer uma eleição sem baixarias e com o mínimo de judicialização. Ontem, na sede do Tribunal de Justiça (TJ/AL), o corregedor eleitoral substituto Alberto Jorge Correia de Barros Lima promoveu uma reunião com candidatos ao governo do estado e representantes das coligações com o objetivo de orientá-los a conduzir o guia eleitoral de rádio e TV sem apelar para artifícios como calúnia e difamação. O magistrado chegou a usar o termo fair play (jogo limpo, em inglês) ao pedir que fosse feito um pacto de não agressão entre os postulantes ao governo. Durante a conversa, marcada pelo tom informal, ele também sugeriu que os candidatos evitem poluir a cidade com excesso de materiais de divulgação que somente ?emporcalham? as ruas. ?Vamos fazer uma eleição limpa, tanto no sentido ético quanto no sentido prático. Nosso objetivo é garantir a decência do pleito?, disse o desembargador. Com um tom de voz mais firme, Correia deu um aviso aos representantes dos candidatos: o TRE está inclinado a endurecer as punições a quem estiver fora da lei. ?A impunidade é um dos grandes problemas do Brasil, as punições costumam ser brandas e frouxas e ainda temos pessoas que são imunizadas oficialmente, pelo cargo que ocupam, e informalmente, ou seja, pelo poder econômico e de penetração?, alertou Alberto Jorge. O TRE também estará atento a quem entrar com ações de impugnação, sem sustentação legal, ?apenas para perturbar a vida do outro candidato?. Há, ainda, os casos de pessoas que forjam provas para tentar prejudicar os concorrentes. Para desencorajar as chamadas ?lides temerárias? (quando a ação é ajuizada de uma forma ilícita ou ilegal), o desembargador alerta que o denunciante pode responder por litigância de má-fé caso seja comprovada a fraude.