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Alagoas tem terceiro voto mais caro do Brasil

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Alagoas é o segundo menor estado brasileiro e conta com menos de 2% do eleitorado nacional. Mas quando o assunto é o volume de recursos que devem ser investidos pelos candidatos ao governo do estado na campanha eleitoral, a pequena unidade da Federação se agiganta. Esta semana, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou a declaração de bens e estimativas de gastos com campanhas dos candidatos no próximo pleito, que coloca Alagoas em quarto lugar, no país, em cifras absolutas. Quando se cruza os valores que os candidatos estimam gastar na campanha com o número de eleitores, Alagoas sobe para terceiro lugar no país. Apenas em São Paulo (mais de R$ 324 milhões), no Rio de Janeiro (quase R$ 186 milhões) e no Distrito Federal (R$ 143 milhões), os candidatos aos governos estaduais, somados, gastarão mais do que os alagoanos (R$ 142,5 milhões) para ?conquistar o coração? do eleitor. ?O custo é alto?, diz o cientista político Ranulfo Paranhos, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que atribui o descompasso ao acirrado nível de concorrência. Conforme o professor, como os recursos financeiros são responsáveis por 63% da quantidade de votos obtidos por um candidato e Alagoas terá uma briga de ?caciques? da política com projeção nacional e poder, o custo para eleger alguém termina ficando inflacionado. ?Esse fenômeno não é novo. Em 2012, na eleição para prefeito, o custo médio do voto em Alagoas ficou na casa dos R$ 72, ou seja, maior do que o dobro da média nacional, deixando o estado atrás apenas do Maranhão (R$ 86). O voto mais barato foi no Rio Grande do Sul, atingindo apenas R$ 15?, explica Ranulfo.

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