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Apelido � a aposta de candidatos a federal e estadual

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Jhôw - o Super Homem, Shakti Sampaio, Peito de Pombo, Jarrão, Tiririka das Alagoas, Fonho, Porquinho, Palhaço Pirulito, Brama do Forró, Tetelpontocom e Ureia-lá. O que parece remeter a personagens de histórias em quadrinhos ou de desenhos animados se trata, na verdade, de assunto sério: as eleições 2014. É com sobriedade e, ao mesmo tempo, um toque de bom humor que muitos candidatos aos cargos de deputados federal e estadual de Alagoas esperam atrair os eleitores fazendo uso de nomes nada convencionais. Em todo o País, é possível se tornar candidato utilizando apelidos e outros nomes criados para chamar a atenção da população. Isso acontece porque a Justiça Eleitoral não estabelece restrições a esse respeito. A intenção, na maioria das vezes, é conquistar o público indeciso, que pode ser atraído pela irreverência, mesmo que ela esteja presente somente no nome que constará na urna eletrônica no próximo mês de outubro. De acordo com o cientista político Ranulfo Paranhos, o objetivo das campanhas eleitorais é reproduzir, com a maior naturalidade possível, a realidade dos candidatos aos cargos públicos para que, dessa forma, eles sejam aproximados dos votantes. Para ele, a estratégia de utilizar nomes fictícios é uma maneira de alcançar esse objetivo. ?O que campanhas políticas tentam fazer é tornar o mais natural possível o candidato para que o eleitor tenda a se identificar com ele. A utilização dessa estratégia segue essa linha de torná-lo uma pessoa comum. A imagem é vendida como o povo conhece ou como é mais fácil de memorizar, de chamar a atenção?, afirma Ranulfo Paranhos.

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