Política
Cabo Everaldo � solto pela Justi�a
O ex-cabo da Polícia Militar de Alagoas e acusado de integrar a chamada Gangue Fardada, Everaldo Pereira dos Santos, deixou ontem o sistema prisional. A informação foi confirmada pelo juiz da 16ª Vara de Execuções Penais, José Braga Neto e pelo advogado que defende o ex-militar, Thiago Pinheiro. Everaldo progrediu do regime fechado para o semiaberto e, como em Alagoas não existe unidade prisional com esta especificidade e faltam tornozeleiras para monitoramento dos presos eletronicamente, na prática ele está livre. Segundo informações da administração penitenciária, o ex-cabo deixou o Núcleo Ressocializador por volta de 16 horas de ontem. Ele cumpriu um sexto da pena da condenação de 33 anos pelo assassinato do delegado Ricardo Lessa, em 1993, e teve o benefício concedido. Com ele, mais 20 reeducandos tiveram o mesmo benefício e ganharam a ?liberdade?. O advogado adiantou que há intenção do cliente dele em voltar para São Paulo para ficar mais perto da família. Foi lá que Everaldo estava quando foi reconhecido ao passar mal e ter a imagem exibida em rede nacional. Ele era pai da estudante Eloá Pimentel, que foi mantida em cárcere privado pelo ex-namorado Lindemberg Alves dentro de um apartamento na cidade de Santo André. No desfecho do sequestro, ela foi baleada e morreu no hospital. Apesar de ter saído da prisão e não ter como ser monitorado pela Justiça, Everaldo terá que comparecer mensalmente à Vara de Execuções Penais para justificar as tarefas diárias que vai ter ao longo do período. Pela regra, ele deve, obrigatoriamente, permanecer em casa no intervalo das 22 horas às 5 horas da manhã. Durante o dia, pode sair somente para trabalhar e se estiver com a autorização do juiz Braga Neto. Caso consiga um trabalho noturno, poderá requerer a liberação do magistrado.