Política
Esquema de notas frias envolve vereador
O esquema de compra de notas fiscais frias pela Prefeitura de Joaquim Gomes durante a gestão de Antônio Araújo Barros, o Toinho Batista (PSDB), afastado pela Justiça, beneficiava também secretários municipais e vereadores. A denúncia foi feita pelo empresário Sandro Rodrigues Lins, ele próprio um dos principais fornecedores das notas por meio de duas empresas da qual era sócio. À Gazeta, Sandro repetiu o que já havia dito ao Ministério Público Estadual. Segundo ele, o prefeito afastado se utilizava largamente de notas frias para desviar dinheiro do município. Cabia ao empresário receber o pagamento pelas compras fictícias, retirar sua comissão e repassar o restante ao prefeito, a secretários e alguns vereadores. Toinho Batista foi afastado no dia 15 de abril, por determinação do juiz da comarca de Joaquim Gomes, Gilvan de Santana. O pedido de afastamento foi protocolado pelo promotor de Justiça, Adriano Jorge Barros, que instaurou inquérito civil público para apurar denúncias de compra e uso de notas fiscais frias e de licitação fraudulenta. Inicialmente, o afastamento era de 90 dias, mas, no último dia 17, a desembargadora Elizabeth Carvalho prorrogou a medida por mais 180 dias, atendendo a pedido do Ministério Público Estadual. Segundo o MP, Toinho Batista estava dificultando todos os procedimentos investigatórios e prejudicando também o andamento de outras ações judiciais propostas pelo órgão ministerial.