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Compra de votos sai por at� R$ 150 no estado

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A lista de crimes eleitorais previstos pela legislação brasileira é extensa, mas a infração que mais ocupa os órgãos fiscalizadores continua sendo a compra e venda de votos. De acordo com a Polícia Federal em Alagoas, cerca de 80% dos inquéritos eleitorais instaurados no estado a cada pleito são referentes à captação ilícita de sufrágio. Os 20% restantes cobrem os demais tipos de ilegalidades, como a transferência irregular de domicílio eleitoral, calúnia, difamação e ameaça, além das diferentes formas de arregimentação de eleitores no dia do pleito. O ?mercado? de votos envolve cálculos matemáticos e uma estrutura de negócio semelhante à de organizações mafiosas, como explica o delegado da PF Políbio Brandão, que esteve à frente do trabalho do órgão em Alagoas nas últimas eleições. Como é quase impossível ter certeza de que o eleitor ?comprado? vai realmente votar em determinado candidato, os infratores trabalham com uma margem de risco, segundo o delegado. ?Para cada voto que se tem, compra-se quatro ou cinco a mais. Por exemplo, se um candidato corrupto precisa de 20 mil votos para se eleger, ele compra 80 mil para ter a garantia de que conseguirá. Como não existe fidelização do eleitor, eles trabalham com uma espécie de ??margem de risco??. Esse dado matemático já foi comprovado em inquéritos policiais?, diz Políbio, que responde interinamente pela Delegacia de Defesa Institucional (Delinst) da PF, cujo titular é o delegado Marco Antônio Gomes. O preço de um voto, que chegou a R$ 50 no pleito de 2012, pode ter inflacionado 50% este ano, de acordo com informações preliminares recebidas pela Polícia Federal. Além do ?reajuste? de preço, a compra casada seria mais um artifício utilizado: ?Este ano, já se ouve falar em até R$ 75 por voto. Também nos chegou a informação de que a ?casadinha? dos votos para deputado estadual e deputado federal custaria R$ 150?, revela Políbio.

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