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‘Resolveremos definitivamente a quest�o da escassez de m�dicos’

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Após um início conturbado, sob uma chuva de críticas e polêmicas, mas permeado por uma imensa expectativa da população, o programa Mais Médicos é avaliado positivamente dentro do governo federal. Prestes a completar um ano de lançado e com 14,4 mil médicos alocados em unidades básicas de saúde, é apontado como a solução para a questão da escassez de profissionais no País. Apesar dos percalços como o enfrentamento com a classe médica brasileira, o abandono do programa por profissionais insatisfeitos e as ações judiciais questionando a relação trabalhista dos médicos do programa, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, define o Mais Médicos como o ?início de uma transformação importante nas condições de saúde e de vida da população brasileira?. O ministro, que estará em Maceió amanhã para participar de um seminário sobre o tema, ressalta que o programa ainda está em fase de consolidação e monitoramento de resultados e que os seus benefícios só ficarão mais evidentes num futuro próximo, com o seu amadurecimento. Para Chioro, as maiores conquistas do programa são a melhoria na assistência e a expansão da atenção básica. ?Em todo o País, o número geral de consultas realizadas na Atenção Básica cresceu quase 35% entre janeiro de 2013 e janeiro de 2014?, argumenta o ministro, que analisou o programa e falou sobre o seu futuro em uma entrevista exclusiva à Gazeta. Gazeta. Após o conturbado início do programa, qual a avaliação que o senhor faz do Mais Médicos? Arthur Chioro. Estamos muito satisfeitos com os resultados já obtidos pelo Mais Médicos. Os primeiros impactos já mostram que o programa tem sido expressivo na melhoria da assistência à população e na expansão do atendimento na Atenção Básica em todo País. Em apenas um ano, levamos 14.462 médicos a 3.785 municípios e 34 distritos indígenas do País, superando a meta estabelecida inicialmente. Cerca de 50 milhões de brasileiros foram beneficiados. Juntamente com sua equipe, esses médicos estão levando assistência e preenchendo vazios onde havia necessidade de médicos. Com o Mais Médicos, ampliamos e qualificamos o acesso à atenção básica, que é a porta de entrada do SUS e onde 80% dos problemas de saúde dos brasileiros podem ser resolvidos, organizando as redes de saúde. Qual o maior ganho do programa e de que forma o governo mede isso? As maiores conquistas do Mais Médicos são a melhoria na assistência à saúde e a expansão do atendimento na atenção básica. Em todo o País, o número geral de consultas realizadas na Atenção Básica cresceu quase 35% entre janeiro de 2013 e janeiro de 2014. Entre esses atendimentos, teve destaque o de pessoas com diabetes, que aumentou cerca de 45%, das consultas de pré-natal, 11%, e dos atendimentos de pacientes com hipertensão arterial, de 5%; encaminhamentos a hospitais diminuíram em 20%, o que indica maior resolutividade na atenção básica. São os primeiros impactos, já expressivos, para um programa com menos de um ano de implantação. Quais as maiores falhas ocorridas na implantação e o maior desafio? Antes se ser lançado, o Mais Médicos passou por uma fase de debate, na qual as diversas esferas de governo, entidades profissionais e sociedade civil puderam trocar ideias e fazer sugestões, contribuindo assim para a consolidação do modelo definitivo a ser adotado. Nesse período, como acontece em processos democráticos, vários pontos do programa foram aprimorados e chegamos a um modelo que vem funcionando no País de forma eficaz e que tem a aprovação de 75% da população brasileira (dado de pesquisa feita em abril deste ano pela Confederação Nacional dos Transportes). Como desde o início, o governo federal continua disposto a dialogar com os diversos atores interessados no assunto para aprimoramento das ações, sempre visando um objetivo maior: o atendimento das necessidades de todos os cidadãos brasileiros.

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