Política
PT ainda vai ouvir bases para saber se ap�ia Lessa
A reunião do Diretório Estadual do PT, prevista para a manhã de hoje, o partido pretende definir um calendário de discussões nas microrregiões alagoanas em relação à sua participação no governo Ronaldo Lessa (PSB). O presidente regional do partido, deputado Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, afirmou que, somente depois da apresentação do calendário é que será marcada um novo encontro para tratar do apoio a Lessa. ?Na reunião deste sábado não vamos decidir ainda se o partido integrará ou não o novo governo de Ronaldo Lesas. A reunião será apenas para tratar do calendário?, afirmou o deputado. A alternância na eleição majoritária para a Prefeitura de Maceió está sendo apontada pelos integrantes do partido como condição fundamental para que o PT estabeleça uma aliança com o PSB. ?Não podemos discutir com o governador apenas espaços no governo. A discussão vai muito mais além, pois se o governo tiver candidato às eleições municipais, em 2004, o PT também terá o seu candidato. Disso nós não abriremos mão. Se eles (PSB) condicionarem que para entrarmos no governo teremos que apoiar o candidato deles à Prefeitura, nós vamos ter que parar as discussões. Vamos, inclusive, bater chapa com o PSB?, revelou Paulão, acrescentando que o PT não vai apoiar Maurício Quintella nem Givaldo Carimbão ou Alberto Sexta-feira, possíveis candidatos do governo, a concorrer às eleições de 2004. Os dirigentes do PT consideram que a aliança só deve ser firmada se as partes entrarem em acordo sobre a sucessão em 2004, a fim de evitar que ocorra um racha semelhante ao registrado no início do governo Lessa, quando o PT decidiu integrar a bancada da oposição. ?Não seria coerente firmar uma aliança neste momento para daqui a menos de um ano voltar a romper?, analisa o presidente municipal do PT, Ricardo Coelho. De acordo com ele, antes de definir a questão os representantes do partido querem discutir aspectos como a estrutura e plano de Governo para o novo mandato de Lessa, a Lei Delegada e as diferenças entre o atual Governo e o anterior. Em relação à ocupação de cargos do Executivo, Ricardo Coelho garante que o partido só irá discutir a questão após definir como será a participação do PT no Governo, em aspectos ligados ao desenvolvimento de políticas públicas e de inclusão social.