Política
Morte de Campos tem pouca influ�ncia na elei��o em AL
A comoção pode ter sido mais forte para eleitores fiéis a Eduardo Campos (PSB), atuais aliados e correligionários históricos. Mas o choque não deixou de afetar adversários e não eleitores. Mas no ambiente em que uma das máximas ? aliás, citadas no Congresso Nacional no mesmo dia da queda de seu avião ? diz que não há espaços vazios, é inevitável a análise e o questionamento sobre os reflexos políticos da morte do candidato à Presidência da República. Especialistas ligados ao ambiente político ouvidos pela Gazeta são unânimes em afirmar que a influência existe e não se restringe a esse caso: seria mesmo um traço da cultura eleitoral brasileira. Lembram, como exemplo, a figura do ex-presidente Getúlio Vargas, ainda invocada mesmo passados 60 anos de sua morte. E também Leonel Brizola, Juscelino Kubitschek e Ulisses Guimarães. Não raro, a própria carreira política de um dos atuais candidatos à Presidência, Aécio Neves, mencionou o avô, Tancredo. Mas os analistas têm suas próprias avaliações sobre a extensão disso, bem como de suas consequências. Para adversários, ter um concorrente a menos ou a tragédia poder potencializar a outra candidatura, e, para os aliados, a importância de se associar à figura do político jovem e bem avaliado ser garantia de votos convertem-se em questionamentos mais pertinentes em locais como Alagoas.