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Falta de garantias de apoio no congresso inviabilizou acordo

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A falta de garantias do PMDB de que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva poderia contar com o apoio de peemedebistas no Congresso Nacional foi decisivo para que as negociações envolvendo ministérios fosse interrompida. Com o partido dividido, o presidente do PMDB nacional, Michel Temer, se negou a dar garantias ao futuro ministro da Casa Civil José Dirceu de unidade em votações do futuro governo. Foi o próprio Lula quem vetou o acordo para a participação do PMDB no primeiro escalão de seu governo. Além do entrave no Congresso, petistas do Rio Grande do Sul também vetaram a entrega do Ministério das Minas e Energia ao atual senador Pedro Simon (PMDB-RS). Parlamentares do PMDB disseram ter ficado ?atônitos? com a notícia de que o partido não iria mais participar do governo de Lula. O anúncio causou surpresa na maior parte do PMDB, uma vez que, até quinta-feira (19), a participação no governo petista era dada como certa. ?Chegamos a uma proposta comum?, declarou ontem o futuro ministro da Casa Civil, José Dirceu, articulador do lado petista do acordo. O próprio Lula também afirmou na quarta-feira (18) que o PMDB só não participaria do governo ?se não quiser?. A ?antipatia? que nutre Luiz Inácio Lula da Silva pela atual cúpula peemedebista, que apoiou o candidato tucano derrotado José Serra, ajudou a apressar o não do petista. Desde a eleição o petista tem se recusado a se encontrar pessoalmente com integrantes do lado governista do PMDB. ?Os encontros sempre foram com o Dirceu.? Um dos peemedebistas procurados pela reportagem disse que o rompimento do acordo da forma como ocorreu ?descredencia? Dirceu como negociador. ?O Lula derrubou seu principal articulador antes mesmo de tomar posse?, declarou.

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