loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 23/07/2026 | Ano | Nº 6273
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Satuba passa por estagna��o

Ouvir
Compartilhar

A divulgação anual das estimativas da população, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) trouxe a informação de que Satuba, na região metropolitana de Maceió, está no topo do ranking dos 25 municípios com menores taxas de crescimento entre 2013 e 2014, calculada em -15,87%. A cidade é seguida por Olho D?Água, do Piauí (-11,42%) e Capela de Santana, no Rio Grande do Sul (-9,14%). Do grupo, Satuba é o único município de Alagoas que aparece em destaque, sendo o que menos cresceu. A explicação dada pela Diretoria de Pesquisas e Coordenação de População e Indicadores Sociais do próprio IBGE para a baixa no crescimento é que alguns desses municípios tiveram alterações de limites territoriais ocorridas a partir do Censo Demográfico de 2010. Porém, a Gazeta buscou uma resposta para o fenômeno com a professora Rochana Campos de Andrade Lima, doutora em Geociências. A pesquisadora avalia que os habitantes de Satuba podem ter mudado de território por não encontrar, na cidade, condições econômicas favoráveis. Há décadas, Satuba era tida como uma ?cidade dormitório?, onde a sobrevivência era fácil, a construção civil era mais barata e ainda tinha o trem, que ajudava no transporte dos passageiros. Aos poucos, pela avaliação da professora, a população foi perdendo o apego por essas facilidades e buscaram caminhos mais rentáveis. Como não encontraram no município, tiveram que buscar em outras localidades. ?Hoje, está mais fácil morar em Rio Largo, que praticamente virou um bairro de Maceió. Não há mais um limite, como existia antes. Faltam atrações em Satuba para motivar a população a permanecer na cidade. Aos poucos, a tendência é que os números populacionais estabilizem ou continuem caindo. Atualmente, uma cidade precisa atrair benefícios, como indústrias, para gerar emprego e renda, utilizando a mão de obra local. Era mais barato viver em Satuba. Hoje, pode não ser mais?, observa Rochana Campos.

Relacionadas