Política
Riqueza mal distribu�da complica situa��o
Para o economista Cícero Péricles, Maceió cresceu no número de habitantes, mas estagnou na resolução das demandas sociais e de infraestrutura. É uma cidade rica, do ponto de vista econômico ? concentra metade das riquezas do estado ? e pobre em desenvolvimento humano. Ele faz algumas análises desse crescimento populacional em contraste com a miserabilidade da maioria dos habitantes. Segundo ele, Maceió tem 250 mil domicílios e mais da metade dessas famílias continuam recebendo benefícios da Previdência Social. Essa mesma quantidade está cadastrada em algum programa federal, ou seja, tem baixa renda ou nem isso. Do total, 86 mil famílias recebem o Bolsa Família. Pela avaliação dele, a situação está polarizada no sentido de ter uma riqueza mal distribuída. Chega a 25 mil o número de trabalhadores formalizados em Maceió e a maior parte deles está empregada no comércio, serviços e na indústria. ?É a sede administrativa de Alagoas, principal polo econômico, centro cultural do estado e é a capital política. Tem o maior peso, mas é pobre em muitas demandas. É rica e pobre ao mesmo tempo. Não consegue despontar nas áreas de saúde, educação, infraestrutura, saneamento, políticas públicas?, destaca, acrescentando que o Índice de Desenvolvimento Humano de Maceió o coloca na posição 1.266 entre os 5.560 municípios do Brasil. Ele chama as situações opostas de macrocefalia. Maceió representa apenas 3% do território de Alagoas, concentra 30% da população do estado e a metade das riquezas. Hoje, a capital alagoana é a 39ª mais rica do País, com Produto Interno Bruto [PIB] de R$ 14 bilhões. Alagoas teve PIB de R$ 29 bilhões ano passado. O economista ressalta que, embora a maior concentração de renda esteja na capital, a distribuição dela é outra.