Política
Servidores ficam com nome sujo
A cobrança indevida pelo débito com parcelas de empréstimos consignados, denunciada por servidores públicos estaduais à Gazeta há cerca de um mês, ainda persiste. Mesmo tendo descontados os valores em seus salários, milhares de funcionários figuram na lista de inadimplentes da Caixa Econômica Federal e temem ter seus nomes no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e Serasa. O gerador de toda essa confusão seria erros no processamento dos lançamentos na folha de pagamento do Estado, a cargo da empresa Expressocard Administradora de Cartões Ltda. Até o momento, os prejudicados não tiveram uma explicação aceitável do banco e do governo ou orientação sobre o que fazer para deixarem de ser cobrado indevidamente. Ofício encaminhado pela Caixa ao governador Teotônio Vilela Filho, após a publicação da reportagem da Gazeta, põe a culpa na empresa contratada pela Secretaria de Gestão Pública e revela que cerca de 2.800 contratos estão figurando como inadimplentes em decorrências de falhas operacionais. O banco afirma ainda que não há atraso no repasse do Estado. Segundo a Caixa, nesses casos, o procedimento é cobrar diretamente o servidor sobre a prestação não debitada em seu contracheque, independentemente das causas. O banco nega que tenha incluído servidores estaduais no SPC ou Serasa e que os avisos de cobrança dizem respeito a outro tipo de débito. Essa versão é negada por dois servidores que procuraram a Gazeta munidos das cobranças do banco, que, ao contrário do que alega o ofício, especifica a dívida como sendo de parcelas não pagas do consignado. Tanto o servidor do Instituto Zumbi dos Palmares como a funcionária da Saúde afirmam não ter outras dívidas com a Caixa. Além disso, eles também não detectaram ausência de desconto nos salários.