Política
Laudo sobre acidente fica pronto em sete dias
Neste domingo, a Polícia Militar, responsável pelo mais numeroso contingente na parada alusiva à Independência, deverá prestar homenagem à soldada Izabelle Pereira, morta há uma semana após uma rajada de metralhadora dentro da viatura em que trabalhava. E em mais sete dias, na véspera de outro dia cívico, o Instituto de Criminalística deverá concluir as apurações sobre a arma que a matou. Até lá, uma série de testes deverão ser feitos pelos peritos, ao longo de toda esta próxima semana. Entre as análises deve estar a desmontagem da submetralhadora. O disparo acidental do modelo G20 calibre 40 colocou as autoridades de segurança em alerta por motivo até então diverso daquele que, anteriormente, levavam a isso: agora não era avanço do crime ou disparada de onda de violência, mas a possibilidade de defeito num dos principais instrumentos de trabalho da mais importante corporação de policiamento ostensivo para os estados de todo o País. Uma arma da Polícia Militar que disparou sozinha ou mediante acionamento anormal e de uma forma que não deveria disparar. Vieram à tona informações de outras ocorrências semelhantes ? e, ainda mais preocupante: com outros modelos de arma. O setor do Ministério Público de Alagoas responsável por fiscalizar a conduta de policiais civis e militares, e que por vezes cobrou na Justiça punição para desvios que iam de crimes hediondos a práticas como ?carteirada?, também se manifestou. E em medida igualmente célere, no mesmo tom de outras em defesa dos policiais, solicitou que o MP estadual comunicasse a seus congêneres de todo o País sobre o risco e levantasse casos parecidos.