Política
Militares tamb�m v�o � Justi�a contra veto de lei
Insatisfeitas com a decisão do governo do estado de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Lei de Promoções, as associações que representam os militares de Alagoas consideram acionar a Justiça, caso necessário, para assegurar a vigência da legislação que garante, entre outras mudanças, a redução do tempo de serviço a cumprir para se ter direito a patentes mais altas. A nova lei, resultante de uma discussão de quase oito anos, foi aprovada por unanimidade pelos deputados e deve ser promulgada pela Assembleia Legislativa do Estado (ALE) ainda esta semana. Apesar de considerarem ?lamentável? a atitude do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) ? que pretende ingressar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no STF para suspender a vigência da lei ?, as entidades de classe afirmam que a reação do governo já era esperada, tanto pelo histórico de conflitos ao longo das duas gestões de Vilela, quanto pelo veto total apresentado ao projeto de lei de interesse de policiais militares e do Corpo de Bombeiros. A possibilidade de uma Adin tem causado inquietude na tropa, segundo o presidente da Associação de Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Alagoas (Aspra), cabo Washington Lopes. ?Infelizmente, se o governo entra com a Adin, ele não poderá recuar mais. Não se pode retirar uma ação desse tipo. Uma vez que ele entrar, a ação vai até o fim no STF?, explica. ?A quatro meses do fim do governo, ainda estamos nessa batalha que começou há oito anos. É lamentável a posição do governador a essa altura?, critica.