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Política

Detran desrespeita seguran�a e coloca popula��o em perigo

Uma obra sem fim que já consumiu mais de R$ 33 milhões dos cofres públicos e uma verdadeira aula de desrespeito ao cidadão alagoano e aos seus servidores. Neste fim de oito anos de governo, a falta de planejamento e a má gestão do Detran/AL chegaram a um

Por | Edição do dia 21/09/2014 - Matéria atualizada em 21/09/2014 às 00h00

Uma obra sem fim que já consumiu mais de R$ 33 milhões dos cofres públicos e uma verdadeira aula de desrespeito ao cidadão alagoano e aos seus servidores. Neste fim de oito anos de governo, a falta de planejamento e a má gestão do Detran/AL chegaram a um grau de absurdo inimaginável até mesmo para um órgão historicamente problemático. Na semana que passou, a população pôde testemunhar um show de irresponsabilidade com a mudança caótica e a pressa com que o departamento foi obrigado a desocupar sua antiga e deteriorada sede, no Pontal da Barra. Determinação da Marinha: no dia 1º de outubro não pode restar absolutamente nada, nem uma caneta do órgão, nos prédios. Após prorrogar o prazo várias vezes para o governo, a Capitania dos Portos precisa retomar a posse do lugar para construir uma Escola de Aprendizes Marinheiros. O fim do último prazo agora no final do mês nunca foi novidade para a direção do Detran, que seguiu tranquila sem tomar qualquer providência, contando, certamente, com mais um ato de condescendência da Marinha. Isso não ocorreu e, de última hora, o órgão saiu espalhando servidores onde podia, sem respeitar estrutura, horários ou disponibilidade. Espalhou também, sem qualquer aviso prévio ao usuário, os serviços realizados na sede em sete locais diferentes. O mais impressionante é que esse verdadeiro caos instaurado não é nada diante de uma outra novidade: o local onde funcionarão o depósito de veículos e os exames práticos para retirar a carteira de habilitação é uma séria ameaça à vida dos usuários do Detran e a toda a população vizinha. Assim como intitulou o despejo da sua sede de ‘cronograma de mudança’, o órgão batizou de ‘posto avançado’ antigos galpões de armazenamento de açúcar que servirão para pista de exames práticos, base de fiscalização de trânsito, arquivo, vistoria de veículos de grande porte e guarda de veículos apreendidos. Sem nenhuma adaptação, projeto de segurança, autorização do Corpo de Bombeiros, nem sequer extintores ou exaustores, os galpões alugados a peso de ouro da Cooperativa dos Usineiros, no Tabuleiro, são uma verdadeira bomba-relógio. Centenas de carros velhos e motos com avarias tendo em seu interior restos de combustível estão empilhados num lugar fechado e sem saída de emergência. Na vizinhança, o atacadista Makro, várias residências, um posto de gasolina, uma fábrica de produtos de material plástico e a Central dos Correios, repleta de papel.

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