app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 0
Política

Etanol celul�sico pode aliviar crise das usinas em Alagoas

Já está operando há dez dias em São Miguel dos Campos a primeira fábrica de etanol de segunda geração do Brasil e do Hemisfério Sul. A planta da GranBio em Alagoas está produzindo 100 mil litros por semana e deve atingir um volume de 8 milhões de litros d

Por | Edição do dia 25/09/2014 - Matéria atualizada em 25/09/2014 às 00h00

Já está operando há dez dias em São Miguel dos Campos a primeira fábrica de etanol de segunda geração do Brasil e do Hemisfério Sul. A planta da GranBio em Alagoas está produzindo 100 mil litros por semana e deve atingir um volume de 8 milhões de litros do combustível comercial mais limpo do mundo até junho do próximo ano. A previsão inicial de faturamento ao atingir 100% de sua capacidade é de R$ 120 milhões por ano. O anúncio do início das operações da Bioflex Agroindustrial foi feito na manhã de ontem em entrevista coletiva pelo seu presidente, Bernardo Gradin, que classifica a fábrica de Alagoas como um marco histórico e uma aposta na inovação. “Conseguimos fazer o que parecia impossível, construir uma planta em tempo recorde e com engajamento de cientistas brasileiros. Produzimos em Alagoas, hoje, o combustível mais limpo do mundo”, afirmou. Utilizando uma matéria-prima não aproveitada pelas usinas de açúcar e álcool locais, a palha da cana, a planta que representou um investimento de R$ 265 milhões já deve produzir 250 milhões de litros de etanol 2G em outubro e tem capacidade total de fabricar 82 milhões de litros, o que deve ser atingido em seis meses. Nesse primeiro momento, a produção será toda comercializada no mercado doméstico e em seis meses metade do volume tem como foco a Califórnia, onde há uma ótima remuneração do combustível. Aqui em Alagoas, onde há 275 pessoas trabalhando na indústria e na colheita da palha, a empresa tem como sócio o Grupo Carlos Lyra na primeira geração, com o fornecimento de matéria-prima. Questionado pela Gazeta sobre a situação de crise e frustração de moagem sucessivas pelas usinas alagoanas nos últimos anos, e se isso pode contaminar o projeto Bioflex pelo fato de sua operação estar atrelada à primeira geração, Gradin afirmou que o etanol celulósico, que poderá chegar a um custo de produção 20% menor que o de 1ª geração, pode ser justamente uma das saídas para o setor local.

Mais matérias
desta edição