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Lula enfrenta agora desafio de nomear segundo escal�o

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Brasília - Depois de anunciar todo o ministério, a próxima tarefa do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), será escolher os dirigentes das principais empresas públicas. Para evitar as pressões, o próprio Lula avisou que ?a decisão será tomada somente a partir do dia 1º de janeiro?. Esta deve ser mais uma dor de cabeça para o presidente eleito, pois estão em jogo órgãos que administram orçamentos milionários. O cargo mais visado é a presidência da Petrobras, que tem um orçamento previsto para 2003 de R$ 107,2 bilhões. Especula-se que a vaga será de um nordestino, o senador sergipano José Eduardo Dutra (PT), mas há uma pressão para que ela fique com um carioca, já que a sede da empresa fica no Rio de Janeiro. Outro nordestino que deve começar o ano de emprego novo é o senador Carlos Wilson (PTB-PE), que não conseguiu se reeleger. Seu nome é cotado para assumir a presidência da Infraero, mas também é falado para a BR Distribuidora, que tem um orçamento de R$ 29,8 bilhões, para o próximo ano. Ainda para a Região Nordeste, devem ficar o Banco do Nordeste (BNB), a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), a Codevasf, o Banco do Estado do Ceará (BEC), do Piauí (BEP) e do Maranhão (BEM) e a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), que deve ser recriada. Esta última deve ficar com a pernambucana Tânia Bacelar, uma das coordenadoras da equipe de transição. Para a Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene), que substituiu a Sudene, há um orçamento previsto para 2003 de R$ 64 milhões. Reunião O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e os 26 ministros escolhidos para o próximo governo começarão a definir nesta sexta-feira as ações dos quatro anos de gestão petista. A primeira reunião ministerial convocada por Lula terá a apresentação do relatório preparado pela equipe de transição com os diagnósticos dos oito anos de governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. O relatório econômico, por exemplo, apontará que a alta recente da inflação, que terá forte influência na formação dos preços no ano que vem, é resultado de uma ??bolha inflacionária??. Por isso, o futuro ministro da Fazenda, Antonio Palocci, dirá ao presidente que a inflação deverá ficar acima do permitido nos primeiros três meses do ano. Entretanto, defenderá que a meta definida pelo governo em acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional) - de 6,5% - seja perseguida no decorrer do ano. Todos os ministros devem receber os levantamentos preparados pela equipe de transição sobre todas as áreas do governo FHC. O presidente receberá o relatório final editado pelo coordenador-adjunto da transição e futuro secretário de Comunicação do governo Lula, Luiz Gushiken.

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