loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sexta-feira, 31/07/2026 | Ano | Nº 6278
Maceió, AL
23° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Vilela destaca gest�o e ignora caos social em AL

Ouvir
Compartilhar

Dois dias após saber quem o sucederá a partir de janeiro de 2015, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) chamou a imprensa, ontem, para uma entrevista coletiva onde passou a maior parte do tempo enaltecendo as ações da gestão. Em várias oportunidades, ressaltou que vai deixar o Estado ?muito melhor, limpo na praça e com números que indicariam redução nos indicadores sociais?. Entretanto, Vilela não escondeu que Alagoas deve R$ 7 bilhões à União, que considera impagável, e cerca de R$ 1 bilhão em empréstimos contraídos junto a bancos internacionais. Os autoelogios contrastam com a realidade do atual governo, que deixará para o sucessor os resultados de uma gestão desastrosa. O governador culpou a dívida e os altos juros impostos pela União de abocanharem a maior fatia do orçamento estadual, inviabilizando, na concepção dele, investimentos em áreas cruciais da administração pública. Para Vilela, a dívida contraída há 15 anos, na ordem de R$ 2 bilhões, não tem como ser paga. Ele revela que nos oito anos de governo pagou pouco mais de R$ 2 bilhões, mas a taxa de juros elevou ainda mais o montante. Segundo Vilela, o Estado contraiu, neste governo, empréstimos que, juntos, somaram R$ 1,5 bilhão. Foram acionados o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), que é o Banco Mundial. ?Os juros são bem mais baratos e ainda tem a carência?, alfinetou. Ele informou que, do montante tomado emprestado, o Estado só pagou cerca de R$ 400 milhões. Apesar do rombo a ser herdado pelo governador eleitor Renan Filho (PMDB), o atual governo revela que está em novo processo de negociação com o Banco Mundial para um financiamento de R$ 300 milhões. Vai ser este o dinheiro a ser deixado em caixa para o futuro gestor, mas que ainda depende da transação. ?O montante vai servir para que o próximo governo tenha condições de investir em saúde, educação, segurança pública, ações sociais e estruturantes. Deixo as finanças organizadas, sem dever um tostão na praça e com projeto para gestão até 2022, apesar que o novo governador deverá fazer os devidos ajustes?, expôs.

Relacionadas